Paquistão tem primeira jornalista transgênero comandando um telejornal

O Paquistão não é um país conhecido por ser amigável à comunidade LGBT, pelo contrário, por lá gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, muitas vezes ainda vivem escondidos por medo de serem punidos. Isso porque o código penal do país é muito antigo (1860) e, em alguns casos, prevê a prisão como pena para pessoas desta comunidade.

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No entanto, esta parece ser uma realidade em vias de ser mudada. O Senado paquistanês aprovou no começo de março uma nova lei que permite que pessoas transexuais assumam o gênero com que se sentem confortáveis. Na prática, isso garante direitos civis a pessoas trans, que até então eram negligenciadas e punidas. Uma grande mudança!

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Quase que como um marco, Maavia Malik foi a primeira pessoa transexual a comandar um telejornal no país. À frente de uma bancada do canal pago Kohenoor News, Malik fez história. A repercussão do caso foi positiva, mesmo o país tendo sua maioria (mais de 90%) muçulmana.

Agora o Paquistão se une à Índia, país vizinho que vem implementando leis em favor da comunidade transexual há algum tempo. Por lá, a primeira mulher transexual à frente de um telejornal foi Padmini Prakash, em 2014.