O Japão pode enfrentar a maior crise tecnológica da história do país por causa de seu Imperador

Nem todo mundo sabe, mas o Japão ainda é uma Monarquia. Diferente do Brasil que é uma República, por exemplo, o Japão ainda possui Imperadores que possuem certa relevância política, apesar de não ter controle sobre o governo. A situação é um pouco semelhante ao caso do Reino Unido, por exemplo, em que a família real continua importante, mas não interfere nas decisões de governo. Por ser uma monarquia parlamentar constitucional democrática multi-partidária, os cidadãos elegem o Primeiro Ministro, mas na família Imperial o processo segue a tradição de sucessão sanguínea e de títulos. E é justamente pelo processo de sucessão do trono que o Japão pode enfrentar a maior crise tecnológica de sua história.

Assim como na passagem dos anos 90 para os anos 2000, o sistema de computadores do Japão terão que lidar com uma mudança de datas que seus softwares não foram programados. No Japão, o calendário segue o Imperador em exercício – que naturalmente é diferente do que é usado no resto do mundo. Agora que Sua Majestade Imperial o Imperador Akihito, com 84 anos, vai passar o trono para seu filho, Naruhito, o calendário nacional sofrerá uma mudança. O problema é que os computadores do país não foram preparados para essa mudança.

Parece um problema bobo e fácil de resolver, mas a situação é tão grave que instituições governamentais temem sofrer prejuízos. Por exemplo, os correios podem lidar com uma das maiores crises históricas. Isso porque todo sistema de registros funciona de acordo com o calendário, se os computadores não estiverem funcionando… Caos eminente.

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Até a Microsoft já se manifestou a respeito, através do engenheiro Shawn Steele, “Felizmente, é um evento raro, mas significa que a maioria dos softwares não foi testada pra garantir que vão se comportar bem nessa nova era”. Ele mesmo levantou a comparação com a virada do século, com a chegada dos anos 2000.

Especialistas tentam encontrar meios de minimizar as consequências. Será que a situação vai ser tão caótica quanto as previsões apontam?

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