Doença rara mantém vítima acordada para sempre

O sono é uma das coisas mais importantes na vida do ser humano. Você pode ser a pessoa mais saudável do mundo, mas se tiver dois dias seguidos sem um bom sono, com certeza, vai experimentar alguns sintomas terríveis de exaustão, que podem desencadear dores musculares e até confusão mental. Ou seja: dormir é fundamental.

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Mas já imaginou ser simplesmente incapaz de pegar no sono? Essa é a realidade de quem sofre de insônia crônica. Todo mundo já experimentou, ou vai experimentar, algum período de insônia na vida. Mas você é capaz de se colocar na situação de alguém que vive 24 horas por dia, e 7 dias por semana, com insônia? Esse distúrbio do sono pode ser causado por alguns fatores, ou combinação deles, como: determinados remédios, alguns fatores de estilo de vida ruim, doença física ou problemas de ordem mental. Suas consequências são, dentre outras: fadiga mental, exaustão física, visão distorcida, alucinações e enfraquecimento do sistema imunológico. Mas no caso da insônia crônica, o distúrbio é temporário e você pode reverter o caso.

Conhecida como Insônia Familiar Fatal, essa doença, ao contrário da insônia crônica, pode levar sua vítima uma vida inteira sem um sono adequado. A doença hereditária, é causada pelo gene PRNP que, quando alterado, sofre mutação e passa a se acumular na região do Tálamo no cérebro, passando então a destruir as células que estão lá. Essa região é fundamental pois controla sentidos e capacidade motora, além de regular a consciência e os sonhos.

Isso tudo é progressivo e a doença tende sempre a piorar com o tempo. Conforme as células do Tálamo são destruídas, a vítima passa a ter dificuldade de dormir e, quando pega no sono, passa a ter sonhos vívidos – confusos entre realidade e sonho. Além de impossibilitar o paciente de dormir, a doença também o impede de estar plenamente consciente, enquanto acordado.

A doença atualmente não tem tratamento, tampouco cura. Em geral, após o diagnóstico, suas vítimas tem cerca de 18 meses de vida.

Recentemente, na Austrália, um caso de dois irmãos que sofrem da doença chamou a atenção. A taxa de ocorrência da doença é de uma pessoa em um milhão, daí o motivo dos dois irmãos chamarem tanto a atenção.

[DailyMail]

Escrito por Roberta Machado

Gosto de escrever sobre diversos temas, principalmente sobre curiosidades e fatos desconhecidos.